O estudante de medicina João Lucas de Brito Freitas, de 24 anos, denunciou nas redes sociais e à polícia ter sido vítima de racismo em uma publicação no Instagram na qual aparecia usando jaleco.
A Vítima: João Lucas é um jovem negro nascido e criado na Comunidade do Cardoso, na Zona Oeste do Recife (PE). Ele é bolsista da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS), interno do IMIP e pesquisador de pós-graduação/doutorado.

Os Ataques: Ao publicar imagens celebrando a reta final da formação, ele recebeu comentários ofensivos de um perfil pertencente a um médico residente em Brasília (DF). Entre as frases publicadas pelo agressor estavam “saudades de quando favelado não entrava em medicina… Bons tempos” e questionamentos à credibilidade de instituições do Nordeste.

Medidas Tomadas: O formando registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), que investiga o caso como injúria praticada no ambiente digital (equiparada ao crime de racismo). Ele também avalia acionar o Ministério Público de Pernambuco e o Conselho Federal de Medicina (CFM).
Posicionamento: Em relatos sobre o episódio, João Lucas afirmou que ser “favelado” e vir da periferia representa sua história e identidade, e reforçou que seu avanço acadêmico contraria estatísticas históricas da profissão no país.













