Na noite de sexta-feira, 4 de julho, o policial militar Fabio Anderson Pereira de Almeida, de 35 anos, que estava fora de serviço, confundiu o trabalhador Guilherme Dias Santos Ferreira, de 26 anos, com suspeito de tentativa de assalto em Parelheiros, zona sul de São Paulo. Guilherme, que havia acabado de sair do emprego, foi atingido na cabeça e morreu no local .
Segundo o boletim de ocorrência, o policial alegou ter sido abordado por assaltantes em motocicletas e reagiu com tiros. Ao ver pessoas se aproximando, abriu fogo novamente, acreditando estarem envolvidas no crime — o que resultou na morte de Guilherme, que não era armado e carregava apenas objetos pessoais como marmita, celular e livros .
O policial foi preso em flagrante, mas pagou fiança de R$ 6.500 e responderá em liberdade por homicídio culposo, por ter agido sem intenção direta de matar .
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP‑SP) e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investigam o caso. A arma do PM foi apreendida e ele foi afastado das funções operacionais .
Familiares e colegas relataram que Guilherme era recém-casado, trabalhador honesto e se dirigia ao ponto de ônibus após encerrar o expediente por volta das 22h28 .
No Reddit, usuários criticaram a ação do PM, enfatizando que disparar contra uma pessoa sem investigar a identidade configura “erro de percepção” e questionando a tipificação como homicídio culposo .
Este episódio traz à tona o debate sobre uso da força letal por policiais, especialmente fora de serviço, e os critérios que delimitam legítima defesa. O caso segue em investigação e pode gerar precedentes importantes:
Se confirmada a conduta imprudente, pode haver responsabilização penal mais rigorosa.
Amplifica críticas sobre a cultura da impunidade e o treinamento de policiais no Brasil.
Investigação do DHPP e SSP-SP — análise de imagens, depoimentos e laudo da perícia balística.
Audiência judicial, onde serão definidos progressão de prisão, manutenção da fiança e eventual denúncia formal.
Repercussão pública e política, com possíveis manifestações de entidades de direitos humanos, Polícia Militar e governo estadual.












