O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu oficialmente a presidência temporária do Mercosul durante a cúpula de chefes de Estado realizada em Buenos Aires no início de julho de 2025. A transferência do comando foi feita pelo presidente argentino Javier Milei, seguindo o revezamento semestral entre os países-membros do bloco.
Durante sua passagem pela capital argentina, Lula também realizou uma visita de forte simbolismo político: ele foi até a residência da ex-presidenta Cristina Fernández de Kirchner, que cumpre prisão domiciliar após ser condenada por corrupção em dezembro de 2022. A Justiça argentina autorizou o encontro com caráter institucional e privado.
Cristina foi sentenciada a seis anos de prisão no caso conhecido como “Vialidade”, por direcionamento de obras públicas durante seu governo. O julgamento ainda está em instância de recurso, mas ela já cumpre pena sob regime domiciliar. A visita de Lula durou cerca de uma hora e contou com um forte esquema de segurança e manifestações de apoio de simpatizantes dos dois líderes.
Ao deixar a residência, Lula afirmou que pediu a Cristina que “siga firme em sua luta por justiça”, ressaltando sua solidariedade à ex-presidenta. O gesto foi interpretado como uma mensagem de alinhamento político e provocou reações divergentes no Brasil: aliados criticaram o apoio a uma condenada por corrupção, enquanto o Partido dos Trabalhadores defendeu a visita como um ato de solidariedade entre líderes perseguidos judicialmente.
A presidência de Lula no Mercosul terá como foco ampliar acordos comerciais, como os com a EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio), Canadá, Emirados Árabes e promover uma integração energética mais profunda, especialmente no setor de gás.












