A Justiça argentina ordenou que a divulgação de áudios atribuídos a Karina Milei, irmã do presidente Javier Milei e Secretária-Geral da Presidência, seja interrompida. O governo de Milei solicitou a medida, classificando a gravação e o vazamento como uma “operação de inteligência ilegal” para desestabilizar o país em meio a um contexto eleitoral.
O que se sabe sobre o caso:
Conteúdo dos áudios: Embora os áudios inicialmente divulgados não tivessem um conteúdo diretamente incriminador (neles, a voz atribuída a Karina falava sobre a união dentro do governo e longas horas de trabalho), o governo de Milei afirma que as gravações foram “manipuladas” e fazem parte de um esforço maior para prejudicar a imagem da família e do governo.
Contexto de acusações: A decisão judicial acontece em meio a um escândalo de corrupção que já vinha abalando a administração de Milei. Áudios de um ex-funcionário da Agência Nacional de Deficiência (ANDIS) vieram à tona anteriormente, nos quais ele acusava Karina e outros aliados próximos de receberem propinas de empresas farmacêuticas em troca de contratos com o governo. O ex-diretor, Diego Spagnuolo, foi demitido, e a Justiça argentina já investiga o caso.
Ação do governo: O governo Milei e seus apoiadores têm reforçado a tese de que a divulgação dos áudios é uma “operação política” montada pela oposição, que estaria usando as acusações para tentar desestabilizar o governo antes das eleições de meio de mandato. O porta-voz presidencial, Manuel Adorni, compartilhou a decisão judicial nas redes sociais, afirmando que a ordem busca proteger a “privacidade institucional”.












