A declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reflete uma posição cautelosa em relação ao resultado das eleições venezuelanas de 28 de julho, nas quais Nicolás Maduro foi declarado reeleito pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) com 51,21% dos votos. A oposição, representada pelo candidato Edmundo González Urrutia, obteve 44,2% dos votos e questiona a legitimidade do processo, exigindo maior transparência.
Lula enfatizou a necessidade de o CNE divulgar publicamente os resultados detalhados, incluindo a apresentação das atas eleitorais, que são documentos cruciais para validar o processo. Embora Lula tenha afirmado que não reconhece ainda o resultado, ele destacou que a transparência e a confiabilidade dos dados são essenciais para qualquer reconhecimento formal.
Além disso, Lula sugeriu a formação de um governo de coalizão na Venezuela, com a participação da oposição, ou até a realização de novas eleições como possíveis soluções para a crise política no país. Ele também mencionou que conversou com Maduro antes das eleições, aconselhando-o sobre a importância da transparência para assegurar a legitimidade e a continuidade das negociações para o levantamento das sanções internacionais contra a Venezuela.
A situação na Venezuela continua sendo um ponto de preocupação regional, com o Brasil e a Colômbia buscando mediar a crise e promover uma solução pacífica e democrática.