O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (1º) que ordenou o reposicionamento de dois submarinos nucleares norte-americanos para regiões estratégicas próximas à Rússia. A medida veio em resposta direta a declarações consideradas “altamente provocativas” feitas por Dmitry Medvedev, ex-presidente russo e atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia.
A fala de Medvedev, que sugeriu a possibilidade de uso do sistema de retaliação nuclear russo conhecido como “Mão Morta”, acendeu o alerta na Casa Branca. Em resposta, Trump declarou que as palavras do aliado de Putin são perigosas e que não pode ignorar o risco de escalada nuclear.
“Ordenei o posicionamento de dois submarinos nucleares nas regiões apropriadas, apenas por precaução. Palavras importam, e podem levar a consequências não intencionais”, disse Trump, em sua rede social Truth Social.
Essa movimentação ocorre em um momento de forte tensão entre EUA e Rússia, com destaque para os desdobramentos da guerra na Ucrânia. Trump também deu um ultimato de 10 dias para que Moscou aceite um cessar-fogo no conflito. Caso contrário, prometeu aplicar novas sanções econômicas e tarifas comerciais contra a Rússia e seus parceiros.
Os submarinos enviados, embora não tenham sido oficialmente identificados, são possivelmente do tipo classe Ohio, com capacidade para transportar dezenas de ogivas nucleares de longo alcance. A presença dessas embarcações em pontos estratégicos serve como mensagem de dissuasão militar, embora, segundo especialistas, isso não signifique necessariamente que os EUA estejam próximos de uma ação ofensiva.
A fala de Trump marca um avanço retórico e estratégico da nova gestão, que desde o início de 2025 vem adotando um tom mais direto e combativo na política externa. A relação com a Rússia, já desgastada desde o início da invasão da Ucrânia, ganha agora mais um capítulo de tensão.
Medvedev, por sua vez, tem se mostrado cada vez mais agressivo nas declarações. Antes visto como um político mais moderado, hoje ele encarna a linha mais dura do Kremlin, frequentemente atacando o Ocidente e promovendo discursos sobre o uso de armas nucleares.
Até o momento, países da União Europeia e membros da OTAN mantêm silêncio oficial, mas há expectativa de reuniões de emergência nos próximos dias para discutir o cenário de segurança internacional. Especialistas alertam para os riscos de interpretações equivocadas e possível escalada militar.












