A Polícia Federal (PF), com o apoio da Polícia Militar da Bahia, deflagrou a Operação Meridian para desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas por via marítima. A ação cumpriu mandados judiciais em Salvador e na Região Metropolitana, resultando na prisão de funcionários portuários envolvidos no esquema.
Abaixo, veja os principais detalhes da operação:
1. O Alvo e as Prisões
Ao todo, a Justiça Federal expediu cinco mandados de prisão temporária e seis de busca e apreensão.
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Funcionários portuários presos: Entre os detidos, quatro são funcionários que atuavam no Porto de Salvador.
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Modo de operação: O grupo contava com a conivência de trabalhadores do terminal e de motoristas de caminhão para facilitar a logística. Eles utilizavam o método de “contaminação” de contêineres, inserindo grandes cargas de cocaína em meio a mercadorias de exportação regular (cargas lícitas) sem que os exportadores soubessem.
2. O Estopim da Investigação: Apreensão em Londres
O inquérito policial que deu origem à Operação Meridian foi iniciado após uma grande apreensão de drogas na Europa:
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Autoridades britânicas apreenderam 742 kg de cocaína no Porto de Londres, no Reino Unido.
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O rastreamento indicou que o contêiner carregado com a droga havia partido diretamente do terminal portuário de Salvador, o que levou a PF a focar nas equipes internas que gerenciavam a logística portuária baiana.
3. Reação e Posicionamento da CODEBA
Em nota, a Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA), autoridade portuária federal responsável, informou que atua de forma coordenada e parceira com a Polícia Federal, a Receita Federal e as demais forças de segurança pública.
A companhia também destacou que vem realizando investimentos contínuos na segurança do terminal, incluindo o reequipamento da Guarda Portuária com novos veículos operacionais, drones, lanchas de patrulha e armamentos modernos para coibir ações criminosas.
As investigações da Polícia Federal continuam em andamento com o objetivo de mapear toda a cadeia de comando da organização criminosa, rastrear bens financeiros do grupo e identificar ramificações internacionais do esquema na Europa.
Por Carlos Teixeira












