A Casa da Moeda do Brasil (CMB) lida com as consequências do não pagamento de um acordo contratual por parte do governo argentino, liderado por Javier Milei. O débito de R$ 63,6 milhões, referente à fabricação e ao fornecimento de papel-moeda prestados à Casa de Moneda de la República Argentina, teve seu cronograma de quitação interrompido unilateralmente pelo país vizinho.
A dívida foi acumulada entre 2021 e 2023, quando o serviço de excelência do parque industrial brasileiro foi acionado para suprir a demanda por cédulas no mercado argentino. Em dezembro de 2023, foi firmado um plano formal de refinanciamento para garantir o ressarcimento das operações brasileiras. No entanto, com a mudança de gestão e a adoção de medidas fiscais pela atual administração argentina, os repasses previstos foram suspensos.
O descumprimento do contrato afeta a previsibilidade de caixa da estatal brasileira, que cumpriu rigorosamente suas entregas operacionais e logísticas. O Ministério da Fazenda e a diretoria da CMB acompanham as tratativas operacionais para defender o patrimônio público nacional e cobrar a liquidação integral dos valores devidos.












